11 de maio de 2015

[RPG] Background - Ari Kithcharm - Charmed Storytelling

Ari é o segundo irmão mais novo da família Kitcharm, com 18 anos atualmente. Desde pequeno, apresentava uma personalidade bagunceira, bem difícil de lidar. Nunca ouvia conselhos, e quando ficava irritado tendia a descontar com chutes e pontapés em quem estivesse por perto. O pai costumava dar-lhe muita atenção, até seu último irmão nascer e ele desaparecer. Quase não se lembra do pai, mas lembra que sentia muita falta dele na infância, além de se sentir jogado de lado pelos outros.
Suas notas na escola nunca foram as melhores, e muito menos seu comportamento. Vira e mexe levava suspensão por entrar em brigas, ou advertências no caderno pelas lições não feitas. Passava de ano aos trancos e barrancos, além de fazer o que queria e quase nunca ouvir o que seus professores lhe diziam. Até seus dez anos, havia sido expulso de três escolas, e por esse motivo não tinha amizades duradouras.
Quando completou 13 anos, apaixonou-se por um de seus colegas. Isso o assustou, pois nunca havia se apaixonado por ninguém antes, e mal sabia da existência da homo afetividade. Embora fosse esperto para muitas coisas, era atrasado nesse tipo de assunto. Ao ficarem sozinhos um dia, no ginásio, depois de uma aula de futebol, Ari foi beijado pelo menino. Mas o que deveria ter sido um episódio feliz, tornou-se o pior pesadelo do garoto. Alguns dos veteranos entraram no exato momento, e desde então sua vida acadêmica tornou-se um inferno.
Coagido pelos outros, o colega mentiu que Ari o havia agarrado, e o rejeitou, dizendo que sentia nojo dele. Ari, então, passou a ser vítima constante de bullying e agressões, o que só fez piorar seu temperamento explosivo e seu afastamento da família. Enquanto passava por essa fase, quase nunca abria a boca para falar, deixou de comer direito e se recusava a ir para a escola, às vezes até sendo violento quando tentavam obriga-lo. Como o garoto sempre tivera esse tipo de comportamento, ninguém deu muita atenção. Sua aparência estava cada vez mais pálida e magra.
Quando já começava a pensar em suicídio, Akky, seu irmão mais velho e parceiro de quarto o pegou apanhando em um beco, e alertou aos outros o que acontecia. Levaram-no ao hospital com urgência, e lá descobriram que ele se encontrava com uma forte anemia. O médico que o atendeu recomendou que o levassem a um psicólogo, pois ele também apresentava sintomas de uma grave depressão. Ari se opôs a isso, pedindo simplesmente que o tirassem daquela escola, o que sua mãe acatou sem pensar duas vezes. Mesmo assim, fê-lo frequentar um psicólogo. As consultas não duraram um mês. O menino reclamou tanto que acabou por conseguir que o tratamento fosse cessado.
Na nova escola, e já com 14 anos, começou a sair com um grupo de alunos, e então conheceu a vida noturna de San Francisco. Claro que isso não podia ser bom. Seu comportamento desregrado deu espaço para a curiosidade, e Ari sempre foi alguém que gostava de desafiar o perigo. Começou a fumar cigarro e consumir bebida alcoólica, logo depois passando para a maconha, chegando até a cocaína, extasy e LSD. Por algum motivo além da sorte, seu organismo era resistente, e o vício não foi um problema para ele.
Acostumou a chegar em casa quando já amanhecia, escalando a tubulação da calha e chegando ao seu quarto, que ficava segundo andar, pela janela, implorando a Akky que guardasse em segredo suas incursões, em troca limpando o aposento inteiro, deixando-o brilhando, além de não implicar mais com o gato de estimação do irmão. Por conta disso, começou a ficar mais próximo dele, eventualmente contando-lhe algumas coisas que aconteciam, e sempre falando livremente de suas conquistas amorosas (que não duravam mais que uma semana).
Ao entrar no colegial, já não escondia de mais ninguém sua orientação sexual, além de peitar qualquer um que ousasse desrespeita-lo. Superara a fase apática e introspectiva, passando a ser sociável e até mesmo popular. Com a sua aparência não foi algo difícil de conseguir. Mesmo assim, continuava a tirar notas suficientes apenas para passar sem repetir e a entrar em brigas, o que lhe rendia diversos arranhões e hematomas pelo corpo.
Conversava com muitas pessoas, mas nunca chegou a ter ninguém realmente próximo. Nem Akky conseguiu descobrir o porquê. Nunca foi exatamente bom em esportes, mas se dava bem com as artes marciais, especialmente karatê. Sua boa forma física era mantida por conta dos treinos, e sua saúde era impressionante, considerando as noites que passava em claro, seus porres e abuso de drogas.
Costumava treinar sempre com o mesmo professor, dez anos mais velho e bem mais forte. Em uma aula de preparação para um campeonato, Ari notou que o professor forçava o contato físico, e o segurava por tempo demasiado longo. Entendeu logo o que ele queria, deixando-se levar e acabando por se deitar com ele, ali mesmo, no tatame. Quando acabou, o homem lhe deu duzentos dólares, dizendo que sempre o pagaria se ele topasse repetir aquilo. Foi então que o garoto viu como usar sua aparência a seu favor.
Os “clientes” cresceram, atraídos pelos boatos do que Ari era capaz e pela promessa de sigilo completo, e ele começava a juntar uma pequena fortuna em seu cofre. O público costumava ser de caras com mais de trinta anos, que curtiam meninos mais novos e com rostos delicados. Mas, de vez em quando, algum veterano seu também solicitava os “serviços”, o que o fez ficar com a alcunha de “boneca” entre eles. Lógico que guardava esse segredo de todos, menos de Akky. O garoto gostava de o atazanar com suas histórias sórdidas, pois já desconfiava de que o irmão também era gay, ou no mínimo bi.
Aos dezessete anos, mais um cliente foi adicionado à lista. Ao final de uma aula de história, seu professor o fez ficar na sala, com o pretexto de discutir a nota baixa que ele havia tirado na última prova. Claro que Ari sabia que não era isso. Como estava esperando, o homem queria “contrata-lo”. Mas, dessa vez, era diferente. Ele pagaria mil reais por encontro, para o garoto ser apenas dele. Ari não pôde recusar.
Ficou nesse “emprego” durante todo seu último ano de escola, até começar a se cansar dele, que demonstrava sinais de possessão, além de por vezes ser violento. Quando decidiu terminar com aquilo, depois de passar a noite no apartamento do professor, viu-o ficar fora de si. Depois de quebrar muitas coisas, decidiu tentar quebrar a cara do menino. Mas não contava que Ari fosse tão bom em luta. O garoto conseguiu fugir do confronto, mas isso lhe rendeu um belo olho roxo.
Aos dezoito, preferiu deixar para lá a vida de estudante. Começou a trabalhar de garçom em um bar da cidade, além de continuar com seu negócio secreto vez ou outra. Seu cliente mais recente foi encontrado nesse bar. Como sempre, mais velho. Ele tinha quarenta anos, embora extremamente conservado para a idade. Chamava-se Alex Stevenson, e trabalhava como CEO de uma empresa que havia acabado de chegar na cidade. Fazia exatamente o tipo de Ari. Cabelos pretos e olhos verdes, bem maior e mais forte que ele.
Saíam sempre que Ari tinha folga do bar. Nas primeiras semanas, o garoto fazia questão de cobrar, mesmo que Alex sempre recusasse as investidas sexuais dele. Mas Ari foi se sentindo cada vez mais atraído pelo homem e por sua personalidade aprazível, e depois de três meses, quando finalmente conseguiu ir para a cama com ele, não sabia bem se ainda continuava vendo-o apenas como uma fonte de dinheiro fácil.
Confuso, decidiu ignora-lo por algumas semanas, não atendendo às suas ligações. Mas não podia fugir dele no bar. No quarto dia em que Alex apareceu por lá, não conseguiu arranjar uma desculpa boa o suficiente para evita-lo. Após discutirem e, mais uma vez, deitarem-se juntos, Ari acabou por decidir que ele poderia ser muito bem uma fonte de dinheiro e seu companheiro por aquele período. Jurou de pés juntos para si mesmo que não se deixaria apaixonar – embora soubesse que era tarde demais.

Família:
Embora Ari tenha seus sentimentos de criança ainda guardados em seu âmago, hoje em dia consegue gostar de todos na família, mesmo que não o demonstre em palavras. Tem uma boa convivência com todos, menos com o irmão mais velho, Sebastian, que sempre tenta lhe dar sermões. Por esse motivo os dois vivem entrando em atrito.
O amor de sua vida sempre vai ser a mãe, que é uma deusa a seus olhos. Nutria um ódio eterno pelo pai, que foi embora e deixou-a na mão, para cuidar de cinco filhos sozinha. Sempre que pode, senta-se no chão com a cabeça em seu colo, para receber seus carinhos. Por não achar digno o dinheiro que recebia dos homens com quem se deitava, costumava pegar trabalhos de meio período depois da escola, para ajuda-la com as despesas da casa, e como pedido de desculpas por toda a confusão que ele causava.
Tem mania de irritar a todos na casa, usando do sarcasmo e da ironia quando reclamam de suas condutas. Fora isso, sempre que algum dos irmãos precisa de ajuda ele está de prontidão, principalmente quando era o mais novo, Leon.
Akky é o mais próximo dele. Embora não conte todos os seus segredos para ele, o mais velho sabe de parcelas muito importantes na vida de Ari, e o garoto tem um carinho muito grande por ele.
Personalidade:
Ágil, esperto, explosivo, inconsequente, egoísta, imaturo. Essas são as palavras que descrevem tudo o que Ari externa de seu eu interior. É um garoto que gosta de desafios e que constantemente não se importa com o perigo. Fica irritado quando não consegue o que quer, e quando se irrita reage da maneira mais agressiva que conhece.
Com o tempo conseguiu lidar com o próprio temperamento, dando espaço para treinar seu poder de persuasão, que é extremamente eficaz, quando aliada à sua aparência enganadoramente inocente. Nem sempre precisa usar a força para coagir alguém a fazer o que ele quer. Mas sempre conta com ela quando é necessário. Mente com extrema facilidade, desde assuntos triviais até seu verdadeiro sentimento.
Não suporta sequer o pensamento de criar laços amigáveis com alguém que não seja sua própria família, o que o faz sempre estar mudando de grupos. O abandono do pai criou uma barreira que lhe dá o medo de se apegar e seu objeto de apego ir embora, como o pai foi. A ideia de namorar é inaceitável, já que sua liberdade é o mais importante para ele.
Mas mesmo a rosa com mais espinhos tem sua beleza. Ari é extremamente corajoso, e no fundo quer bem às pessoas. Não seria capaz de fazer mal gratuitamente a ninguém, a não ser que tenham mexido com sua família. Tem atitudes egoístas, mas é capaz de se anular por quem ama.
Também consegue se manter de pé e firme perante uma situação dificil, já que diz estar vacinado depois do terror que passou aos seus treze anos. É simpático e carismático (quando sente vontade de ser), e dá bons conselhos (embora não siga nenhum deles).


·           Família: Valerie Kitcharm e os cinco irmãos;
·           Cabelos: Cor preta, fios ondulados com franja caindo na testa e levemente bagunçados;
·           Olhos: Castanhos e curiosos, misturados com uma certa dose de desafio;
·           Cor Predileta: Preto, branco, todas... Nunca parou para pensar sobre isso;
·           Comida Predileta: Qualquer porcaria gordurosa;
·           Comida Que Odeia: Brócolis;
·           Comida Que Faz Melhor: Não sabe cozinhar;
·           Flor Predileta: Tem alergia a flores;
·           Banda predileta: Skrillex;
·           Hobby: Treinar karatê, andar de skate, ir à baladas;
·           Habilidade Especial: Ter os membros flexíveis e o corpo leve o bastante para andar sem fazer barulho;
·           O Que Faz Melhor: Mentir, lutar;
·           O Que Não Sabe Fazer: Ignorar uma injustiça;
·           O Que Não Gosta: Pessoas lhe dizendo o que fazer, contar o que acontece na sua vida;
·           O Que Gosta: Sair à noite sozinho, fumar (cigarros, maconha);
·           Maior Qualidade: É extremamente corajoso;
·           Maior Defeito: Ser extremamente teimoso;
·           Pessoa Que Mais Gosta: Sua mãe, Akky, Alex (sua mãe continua número um);
·           Grande Amor: ---
·           O Que Está Querendo Agora: Resolver o que fazer quanto a seus sentimentos sobre Alex;
·           Poderes: Precognição


8 de maio de 2015

Resenha: A História sem Fim - Michael Ende

A História Sem Fim - Michael Ende, Ed Martins Fontes

por Junior Nonato.
     Este é um clássico da minha infância e tenho certeza que ele esteve presente na infância de muitas outras pessoas. É um livro com uma filosofia incrível por trás de cada palavra.
Ele possui dois filmes, mas, mesmo com todas as descrições fantásticas e a magia dentro dos livros, é uma história antiga, e, consequentemente, os filmes também são. Por isso os efeitos especiais são bem limitados, mas para a época, eles eram um verdadeiro tesouro! (Eu continuo achando isso até hoje!)


SINOPSE:
     "A História sem Fim é a mágica aventura de um garoto solitário que passa através das páginas de um livro para um reino muito particular, o reino da fantasia. Nessa terra imaginária, numa busca original e cheia de perigos, Bastian descobre a verdadeira medida de sua própria coragem e aprende também que até ele tem capacidade para amar. O texto impresso em duas cores, verde e vinho, as belas ilustrações das aberturas dos capítulos completam o clima de encantamento que envolve o leitor." - Retirado do site Skoob.com.br

     O livro possui dois tipos de narrativa que são classificadas de acordo com a cor da letra, onde, as partes em vinho, fazem referência ao que está acontecendo com o personagem. E as partes em verde, estão "narrando" a História sem Fim. Conforme você avança com a leitura, consegue pegar bem o estilo e tudo fica mais fácil!
     Conta a história de Bastian, um garoto solitário e inseguro, com problemas na escola e na família que, após roubar um livro, se isola para começar a ler a história sem fim. Conforme a leitura do garoto vai progredindo, sua vida muda. Ele começa a fazer, literalmente, parte da história de seu livro!
     A narrativa extremamente descritiva e os cenários mágicos se assemelham muito aos mundos de Senhor dos Anéis de Tolkien e As Crônicas de Nárnia, de Lewis. Com batalhas épicas, magia, reinos encantados e até um simpático dragão da sorte chamado Falcor.
     Como eu disse, o livro nos passa mensagens importantes a todo momento, mas, a mais forte delas, eu diria, é a de que os livros são objetos mágicos que nos transportam para outros mundos. Basta que estejamos com a mente aberta para recebê-lo.
Eu diria que este não é um livro apenas para crianças e jovens, mas sim, para todos aqueles que tenham a curiosidade e estejam dispostos a conhecer e se aventurar nesse mundo fantástico!
     Uma coisa que o leitor vai perceber ao ler o livro é que vários personagens parecem possuir história própria, como se não pertencessem àquele livro. Esse é um dos diferenciais narrativos de Michael.


     Além das descrições fantásticas dos ambientes, também temos batalhas e jogos de poder e traição. É um livro que, mais do que ser apenas lido, tem de ser vivenciado! 

Interior do livro, as duas cores das narrativas! (Clique para ampliar)

 Trailer do filme História sem Fim, de 1984  

[A Trilogia do Círculo] Resenha: O Vale do Silêncio - Nora Roberts

O Vale do Silêncio, A Trilogia do Círculo - Nora Roberts, Ed. Bertrand Brasil
por Junior Nonato
     Finalizo mais uma trilogia para vocês! O Vale do Silêncio é o último livro da Trilogia do Círculo escrita por Nora Roberts. Vocês não tem noção do quanto esperei para que esse livro fosse lançado! Na época eu havia lido os dois livros em menos de uma semana, estava vidrado na história, não dava para esquecer uma só linha, mas aí, quando fui procurar o terceiro livro, cadê? Descobri que ele não havia sido lançado no Brasil ainda, lá vai eu esperar mais uns dois meses. Mas por fim ele chegou, e eu lia um capítulo por dia, a fim de prolongar o máximo o término da história... Sabe, isso acontece nos melhores livros!

  • Leia a resenha do primeiro livro, A Cruz de Morrigan aqui!
  • Leia a resenha do segundo livro, O Baile dos Deuses aqui!

SINOPSE:
     "O rosto pálido vicejou quando a mão tomou a espada. Os olhos, tão pesados e tão graves, tornaram-se reluzentes como a lâmina, e simplesmente transpassaram-no, tão afiados quanto a espada, quando se encontraram...

     No reino de Geall, a erudita Moira ergue a espada em nome de seu povo. Agora, como rainha, deve preparar os súditos para a maior batalha de suas vidas, contra um inimigo mais pérfido do que qualquer outro que jamais conheceram. Afinal, Lilith, a vampira mais poderosa do mundo, seguiu o círculo de seis através do tempo, rumo a Geall.

     Moira também tem contas pessoais a aceitar. Os vampiros assassinaram sua mãe e, agora, ela está pronta para a revanche final. Ainda assim, há um único vampiro a quem confiaria sua alma...

     Cian, séculos atrás transformado por Lilith, ocupa, no momento, um lugar no círculo. Sem hesitação, matará outros de sua espécie - o que o fez conquistar o respeito do Feiticeiro, da bruxa, da guerreira e daquele de múltiplas formas. No entanto, ele quer mais do que respeito da parte de Moira, mesmo que seu desejo por ela o torne vulnerável. Pois, como pode um homem, com uma eternidade para viver, amar uma mulher cuja vida terá fim - se não pelas mãos de Lilith, então pelo curso do tempo?" - Retirado do livro O Vale do Silêncio, Nora Roberts.

     Esta é a história final da batalha do círculo de seis contra a vampira Lilith. E, também, a história do amor entre Cian e Moira, a erudita e rainha do reino de Geall.
Como vocês podem perceber, Nora trabalhou de forma bem intensa e particular os romances em cada livro. Casa um com suas particularidades, mas todos igualmente cativantes e apaixonantes. Desde o início eu já sabia que seria uma espécie de romance épico e fantástico, mas sequer imaginava as proporções que eles tomariam. Nora sabe mexer com os nossos sentimentos!
     Na minha opinião, esse casal é um dos mais legais e originais, claro, todos os três casais são únicos e especiais, insubstituíveis. Mas, esse em particular me prendeu! O modo como ela descreve a paixão de Cian por Moira, o medo de perdê-la e as dúvidas que sente quanto ao seu futuro, é tocante!
     Cian foi um dos personagens que mais evoluiu durante o decorrer da história. Presente desde o primeiro livro, mas com personalidades diferentes. Ele é um cara normal, mas, na minha opinião, é isso que o diferencia. Não é um vampiro como Edward de Crepúsculo, ou como o clássico Drácula. É uma pessoa normal com algumas características particulares, apenas. (E também sem todos aqueles efeitos especiais, o que tornou o personagem mil vezes melhor!)
É também o pivô de toda a trama! Afinal, sem Cian, não teria história e o nosso grupo não teria se encontrado!
     Desde o início percebe-se que Cian é diferente de todos os vampiros transformados por Lilith. Ele não é um de seus escravos ou servos. Até mais ou menos a metade do segundo livro, chegamos a duvidar de suas intensões quanto ao grupo, mas ele se prova digno e leal mais de uma vez, ao lutar ferozmente contra os servos de Lilith!
     Em meio a tanta paixão, também existe uma batalha prestes a explodir, onde eles lutarão e farão de tudo para derrotar a vampira mais poderosa do mundo. Isso mesmo, Lilith!
O grupo descobre onde será o local, um lugar em Geall - reino de Moira e Larkin - chamado Vale do Silêncio (que dá nome ao livro). Digamos que você não gostaria de visitá-lo sozinho durante a noite!
     As cenas que Nora descreve são de tirar o fôlego, como por exemplo, quando Blair e Larkin lutam ao lado de um exército de dragões. - É claro que Larkin era um deles e Blair estava montada nele!
O clima da batalha fica mais intenso, é tudo ou nada! E, como já era de se esperar, Lilith trapaceia. Ok,típico de uma vilã.

     Saiba o final dessa maravilhosa história lendo os livros. São excelentes, tenho certeza que você não irá se arrepender nem um pouco!
PS: Nora nos faz uma revelação no final que nos deixa de queixo caído. Acredite, você irá se surpreender!

 Booktrailer - O Vale do Silêncio, A Trilogia do Círculo - Nora Roberts 

[RPG] O Aviso - Akkarin - Charmed Storytelling


por Junior Nonato
     Era uma tarde atípica de San Francisco quando Akkarin e Sonea saíram para dar uma volta.
Para os dois amigos, este era um passeio normal, como tantos outros, embora quem os visse andando juntos, certamente estranharia. Tente imaginar uma mulher, alta, ruiva, cabelos armados, usando roupas desleixadas e cantando uma música estranha com um sotaque irlandês! - Sim, era pagode!
     Sonea por si só já chamava bastante atenção, mas ao lado de Akky, a dupla ficava ainda mais contrastante nas ruas de San Francisco. Era como... Era como se fossem desconhecidos que por coincidência estavam indo na mesma direção. Mas esse não era o caso, eles se conheciam, - e muito - e mesmo com todas as diferenças, também se gostavam demais. Sonea completava Akky de tal forma, que quando ele estava com ela, não se parecia em nada com aquele tipo Akkarin estranho Kithcharm, aquele que não conversava, que lançava olhares inquisidores e que parecia demonstrar um pouco de afeto apenas para seu gato, Rhian. - E isso também era uma quase mentira, já que Akkarin também se abria com seu irmão, Ari, não tanto quanto o fazia com Sonea, mas, para Akky, isso já era o suficiente. E ele desconfiava que Ari sempre soubera mais sobre ele do que ele revelava, então, não fazia tanta diferença assim. (...)
     E foi assim, ouvindo Sonea cantar seja lá o que estava cantando, que foram andando por San Francisco até chegar numa rua cheia de lojas de gosto duvidoso. A primeira loja que entraram pertencia a um conhecido de Akky, Sergian. Era uma pequena loja esotérica, cheia de livros e artefatos dos mais diversos tipos, tamanhos, cores e funções. A loja cheirava a incenso de mirra, era abafada e escura, alguns pontos em seu interior brilhavam com a luz das velas nos candelabros dispostos pela saleta.
- Boa tarde, Akky! Sonea!
- E aí, Serg! Derrotando muitos demônios? - Sonea riu, e foi até o balcão ficar conversar com Sergian.
- Sergian, chegou algo novo?
- Não que eu me lembre, Akky, mas sabe como é, você sempre encontra coisas novas se souber procurar!
     Se afastando, Akkarin foi até o fundo da sala olhar umas estantes abarrotadas de livros e caixotes. Eram, em sua maioria, livros sobre Wicca, alguns sobre anjos, outros sobre demônios. Akky e Sonea não pertenciam a nenhuma ordem, nem religião, como a Wicca, mas se interessavam pelo assunto. Sempre buscavam conhecer o máximo possível de tudo, desde arte até religião. Um hobbie bem incomum. 
Dando uma olhada em alguns títulos, Akky viu algo brilhando acima de seus olhos. Um pingente no formato de um pentagrama, com pedras de brilhante encrustadas nas pontas. Ele podia jurar que teve a mesma sensação, talvez numa intensidade um pouco menor, que tivera quando encontrara o tal baú. Como sua vida estava de cabeça para baixo ultimamente, pegou o pingente e levou-o até o balcão onde Sonea e Sergian estavam tendo uma conversa animada.
     Sergian era bonito, alto, cabelos castanhos, olhos escuros e penetrantes. Continha algumas marcas de expressão no rosto, característica que o deixava ainda mais charmoso. Akky, percebeu, que ele também tinha um sorriso encantador, e se pegou contemplando o rapaz que pouco conhecia. Tratou logo de tirar os pensamentos da mente, e ir pagar o pingente a fim de sair da loja o quanto antes.
- Encontrei esse pingente fora do lugar, quanto custa? - disse.
Sergian pareceu não reconhecer o objeto. - Estranho, não me lembro desse. Bem, se gostou é porque tem um bom motivo! Fique com ele, é um presente meu. - sorriu.
- Me fale o preço, ele me parece bem raro! - Akky insistiu.
- Eu faço questão, fique! 
- Tudo bem... é... Obrigado! - Akky estava visivelmente constrangido. Sonea, que estava do seu lado, soltou uma risada nada discreta e muito acusadora. Akky lançou-lhe um olhar frio e se virou para sair da loja.
- Akky! - Sergian chamou apressado. - É... Não sei o porque estou dizendo isso, mas... Sinto que devo fazê-lo. 
- Dizer o que, Serg? - perguntou confuso.
- Bem, só tome cuidado! - Sergian estava estranho, nunca tivera uma conversa dessas com Akkarin nem com ninguém.
- Pode deixar, eu terei...
     Akky e Sonea saíram da loja em silêncio e se encaminharam para casa.
- Hey... Eu vi as olhadas que ele te deu! - Sonea riu ao dizer as palavras.
- Não começa, pagodeira!
- É verdade! Eu estava usando todo o meu charme enquanto você ficava vidrado nos livros, e ele não tirava os olhos de você! Me senti bem ignorada... 
- Sonea... menos...
- Que seja... Então, você não tomou todo aquele Fiuza Merlot da adega, certo? Estou com a garganta seca!
- Sonea, precisamos rever nossa amizade...
    Os dois riram. Sonea voltou a cantar se dirigindo até a mansão dos Kithcharm. Aquele seria mais um fim de tarde agradável acompanhado de Fiuza Merlot e as conversas malucas de Sonea. Akky estava, realmente, precisando disso! Mas as palavras de Sergian não saíam de sua cabeça... Era para ele tomar cuidado com o que? Não sabia ao certo, mas, ficaria com os olhos bem abertos de agora em diante...


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[A Trilogia do Círculo] Resenha: O Baile dos Deuses - Nora Roberts

O Baile dos Deuses, A Trilogia do Círculo - Nora Roberts, Ed. Bertrand Brasil

por Junior Nonato
     Dando continuidade na resenha da Trilogia do Círculo, trago até vocês o segundo livro, O Baile dos Deuses. No primeiro livro nós vemos o trabalho que o grupo teve para se encontrar e conseguir resolver suas diferenças, - o que não é feito totalmente - para que pudessem derrotar Lilith. Neste segundo livro, temos uma narrativa ainda mais intensa, com demonstrações de poder, magia, batalhas épicas, romances (mais!) e um mirabolante esquema estratégico! O grupo todo nos envolve com suas particularidades!

  • Leia a resenha do primeiro livro, A Cruz de Morrigan, aqui!
  • Leia a resenha do terceiro livro, O Vale do Silêncio, aqui!
SINOPSE:
     "Ele viu onde a terra estava queimada, onde estava devastada. Viu as próprias pegadas na lama quando galopara em meio à batalha, na forma de um cavalo. E viu a mulher que a montara espalhando destruição com uma espada flamejante...

     Blair Murphy sempre trabalhou sozinha. Destinada a ser uma caçadora de vampiros num mundo que não crê nessas criaturas, ela vive para caçar. Mas, agora, vê-se como a guerreira num círculo de seis, escolhida pela deusa Morrigan para derrotar a vampira Lilith e seus asseclas.

     Aprender a ter confiança nos outros sempre fora uma tarefa árdua, pois Blair jamais se permitiu tal luxo.Eis então que ela se vê atraída por Larkin, um homem capaz de assumir múltiplas formas. Como cavalo, ele é soberbo e elegante; como dragão, esplendidamente feroz; e como homem... bem, Blair já teve sua parcela e bonitões, mas nenhum tão lindo e charmoso quanto este nobre vindo do passado.

     Dentro de dois meses, o círculo de seis enfrentará Lilith e seus exércitos em Geall. A fim de completar os preparativos e recrutar forças para a batalha, o círculo viajará através do tempo para o mundo de Larkin, onde Blair deverá escolher entre lutar contra a atração esmagadora que sente por ele ou arriscar tudo por um amor que nunca poderá acontecer... - Retirado do livro O Baile dos Deuses, Nora Roberts.

     Os acontecimentos do primeiro livro levaram desde o encontro dos seis peronsagens, da formação do círculo, até o início de casais dentro do grupo. O cerco estava se fechando contra eles, e, para poderem se preparar, eles fazem da antiga propriedade dos Mac Cionaoith como sede. - Vieram a descobrir que Cian, o vampiro transformado por Lilith, comprou e manteve a propriedade no futuro.
     O grupo é compostou por Hoyt, o feiticeiro, Cian, o irmão gêmeo de Hoyt e, também um vampiro, a bruxa Glenna, a guerreira Blair, o homem de múltiplas formas chamado Larkin e sua prima, Moira, a erudita.
Até o fim do primeiro livro não estava bem definido quem ocuparia qual papel dentro do grupo, mas já tínhamos em mente desde o início quem ocuparia qual papel no Círculo, como no caso de Blair, que não teria outro papel senão o de guerreira. O que combinou muito bem com a sua personalidade forte, convenhamos!
     Eles vão para o reino de Geall, lugar de onde Larkin e Moira vieram. Os dois são da nobreza, e Moira será a futura rainha daquele lugar. O grupo viaja no tempo para chegarem até Geall a fim de se fortalecerem contra o ataque iminente de Lilith.
     No primeiro livro vivenciamos a paixão de Hoyt e Glenna, com cenas fantásticas dos dois juntos, como na união, onde seus poderes crescem descomunalmente, com jogos de luz e magia. Neste segundo livro presenciamos a paixão entre Blair, a guerreira durona e Larkin, o sincero "metamorfo" do grupo, e vemos as dificuldades que ele tem em conquistar Blair, já que o passado dela é algo que ela parece disposta a manter trancado, a fim de não reabrir certas feridas.
Nora é uma romancista, e descreve como ninguém o envolvimento e a paixão dos casais que estão se formando.
Ela consegue dar personalidades únicas e bem diferentes para os seis, e quando eu digo bem diferentes, eu quero dizer MUITO!
Desde Cian, o observador, com humor sarcástico e quieto, até Larkin, o garotão sincero e alegre do grupo!
     Ainda neste livro começamos a nos perguntar se Cian é mesmo um vampiro sem sentimentos como (tenta) aparenta. Nora começa a dar indícios de um novo casal prestes a se formar.
     Morrigan juntou esses seis estranhos, cada um vindo de uma terra e tempos diferentes, com suas culturas totalmente distintas, com um único propósito: derrotar Lilith de uma vez por todas!
Ela não entrega tudo de "mão beijada" ao grupo, eles precisam descobrir quando e onde será a batalha contra a vampira anciã, e, para isso, eles precisam desvendar os enigmas impostos por Morrigan. - Neste momento, Morrigan é o equivalente de Mestre dos Magos em Dungeons & Dragons!

     Esta continuação da história está repleta de ação, briga e magia. Com cenas de tirar o fôlego, dragões e tudo o que o leitor for capaz de imaginar. É realmente um livro para nos fazer refletir sobre a vida, sobre o amor e sobre os amigos.

 Booktrailer - O Baile dos Deuses, A Trilogia do Círculo - Nora Roberts 

7 de maio de 2015

[A Trilogia do Círculo] Resenha: A Cruz de Morrigan - Nora Roberts

A Cruz de Morrighan, A Trilogia do Círculo - Nora Roberts, Ed. Bertrand Brasil
por Junior Nonato
     Este livro faz parte de uma trilogia escrita por Nora Roberts. É uma história fantástica, um romance épico que envolve magia, mitologia, e consegue casar bem duas (ou mais) linhas temporais distintas. Esse é um livro que remete ao clássico sobre vampiros, lobisomens e muita, muita magia! Porém, Nora Roberts não nos trás algo típico, ela brinca muito com os personagens, trabalhando bem com os diálogos, os casais e a personalidade de cada um deles, que por sinal, é muito bem feita!
A Cruz de Morrigan é o primeiro livro dessa fantástica trilogia, contém suspense, magia, drama e mistura cenários como a antiga Irlanda e a NY contemporânea! É muito legal esse jogo que ela faz com o tempo, ora no passado, ora no presente, sua narrativa é excepcional e não tenho do que reclamar.

  • Leia a resenha do segundo livro, O Baile dos Deuses, aqui!
  • Leia a resenha do terceiro livro, O Vale do Silêncio, aqui!

SINOPSE:
     "Nos últimos dias do verão, com relâmpagos azuis riscando o céu enegrecido, o feiticeiro parou no alto de um rochedo e encarou o mar revolto...

     Extravasando seu sofrimento à tempestade, Hoyt Mac Cionaoith esbraveja contra a força do mal que o separou do irmão gêmeo. Essa força se chama Lilith, uma vampira demoníaca. Nascida há milhares de anos, ela atrai um número incontável de homens, devastando-lhes a alma com seu beijo maligno. Poderá Lilith ser detida antes que finalmente consiga dominar o mundo?
     Hoyt não é páreo para a ninfa do mal. Mas seus poderes vêm da deusa Morrigan, e através dela terá sua grande chance de vingança. Sob o comando de Morrigan, ele deverá reunir cinco outros para formar um círculo de força poderoso o bastante para derrotar Lilith.
     Um círculo de seis: ele próprio, a bruxa, a guerreira, a erudita, aquele de múltiplas formas e aquele que ele perdeu. E será com esse círculo, centenas de anos no futuro, que perceberá como seu espírito assim como seu coração se tornaram..."
- Retirado do livro A Cruz de Morrigan - Nora Roberts.

     A história que Nora criou conta a vida e o sofrimento de um bruxo chamado Hoyt, que perdeu seu irmão para uma poderosa anciã vampira chamada Lilith. As narrativas durante as cenas com Lilith são bem sedutoras, você é seduzido pelo personagem, ela te envolve e você se sente, muitas vezes, no lugar de suas presas.
     Hoyt, o feiticeiro, começa sua jornada para salvar o irmão com a ajuda da Deusa Morrigan. - Morrigan é uma importante divindade Celta.
Acontece que Cian, o irmão do feiticeiro Hoyt, se tornou uma das presas de Lilith. Ela o mordeu, transformando-o num ancião vampiro, que, além dos novos poderes vampíricos, continuou com seus antigos poderes de feiticeiro, mesmo não se comparando com o irmão, percebe-se desde o início que ele poderá ser um inimigo poderoso... Ou um aliado poderoso...
     Como um vampiro, Cian consegue viajar no tempo e no espaço, e é aí que a história realmente começa!
Cian é um tipo de vampiro bem atípico. Ele não chega a ser vegetariano, mas se nega a matar para conseguir sangue, tendo como alternativa a importação de bolsas de sangue e esquentando-as num micro-ondas! (Uma curiosidade interessante do livro!).
     Já no século XXI, conhecemos uma jovem chamada Glenna, ela é uma bruxa praticante da religião neopagã, Wicca. Alguns servos de Lilith são enviados até ela, mas ela acaba, de alguma forma, conseguindo entrar em contato com Hoyt. Glenna possui um gênio muito forte e tende a dar trabalho para Hoyt durante o desenrolar da história.
     A narrativa fica mais intensa conforme o grupo se encontra e o inimigo fica cada vez mais perto.

     Nora cria conceitos e criaturas magníficas, vampiros que se transformam em lobisomens, magia, mistério durante a história toda e romance. Tudo isso sendo palco para uma batalha fantástica entre o bem e o mal.
Durante a leitura, você cria um filme em sua mente com vários efeitos especiais resultantes da excelente escrita de Nora Roberts.

 Booktrailer - A Cruz de Morrigan, A Trilogia do Círculo - Nora Roberts