Ari é o segundo irmão mais novo da
família Kitcharm, com 18 anos atualmente. Desde pequeno, apresentava uma personalidade
bagunceira, bem difícil de lidar. Nunca ouvia conselhos, e quando ficava
irritado tendia a descontar com chutes e pontapés em quem estivesse por perto. O
pai costumava dar-lhe muita atenção, até seu último irmão nascer e ele
desaparecer. Quase não se lembra do pai, mas lembra que sentia muita falta dele
na infância, além de se sentir jogado de lado pelos outros.
Suas notas na escola nunca foram
as melhores, e muito menos seu comportamento. Vira e mexe levava suspensão por
entrar em brigas, ou advertências no caderno pelas lições não feitas. Passava
de ano aos trancos e barrancos, além de fazer o que queria e quase nunca ouvir
o que seus professores lhe diziam. Até seus dez anos, havia sido expulso de
três escolas, e por esse motivo não tinha amizades duradouras.
Quando completou 13 anos, apaixonou-se
por um de seus colegas. Isso o assustou, pois nunca havia se apaixonado por
ninguém antes, e mal sabia da existência da homo afetividade. Embora fosse
esperto para muitas coisas, era atrasado nesse tipo de assunto. Ao ficarem
sozinhos um dia, no ginásio, depois de uma aula de futebol, Ari foi beijado
pelo menino. Mas o que deveria ter sido um episódio feliz, tornou-se o pior
pesadelo do garoto. Alguns dos veteranos entraram no exato momento, e desde
então sua vida acadêmica tornou-se um inferno.
Coagido pelos outros, o colega
mentiu que Ari o havia agarrado, e o rejeitou, dizendo que sentia nojo dele.
Ari, então, passou a ser vítima constante de bullying e agressões, o que só fez piorar seu temperamento
explosivo e seu afastamento da família. Enquanto passava por essa fase, quase
nunca abria a boca para falar, deixou de comer direito e se recusava a ir para
a escola, às vezes até sendo violento quando tentavam obriga-lo. Como o garoto
sempre tivera esse tipo de comportamento, ninguém deu muita atenção. Sua
aparência estava cada vez mais pálida e magra.
Quando já começava a pensar em
suicídio, Akky, seu irmão mais velho e parceiro de quarto o pegou apanhando em
um beco, e alertou aos outros o que acontecia. Levaram-no ao hospital com
urgência, e lá descobriram que ele se encontrava com uma forte anemia. O médico
que o atendeu recomendou que o levassem a um psicólogo, pois ele também
apresentava sintomas de uma grave depressão. Ari se opôs a isso, pedindo
simplesmente que o tirassem daquela escola, o que sua mãe acatou sem pensar
duas vezes. Mesmo assim, fê-lo frequentar um psicólogo. As consultas não
duraram um mês. O menino reclamou tanto que acabou por conseguir que o
tratamento fosse cessado.
Na nova escola, e já com 14 anos,
começou a sair com um grupo de alunos, e então conheceu a vida noturna de San
Francisco. Claro que isso não podia ser bom. Seu comportamento desregrado deu
espaço para a curiosidade, e Ari sempre foi alguém que gostava de desafiar o
perigo. Começou a fumar cigarro e consumir bebida alcoólica, logo depois
passando para a maconha, chegando até a cocaína, extasy e LSD. Por algum motivo
além da sorte, seu organismo era resistente, e o vício não foi um problema para
ele.
Acostumou a chegar em casa quando
já amanhecia, escalando a tubulação da calha e chegando ao seu quarto, que
ficava segundo andar, pela janela, implorando a Akky que guardasse em segredo
suas incursões, em troca limpando o aposento inteiro, deixando-o brilhando,
além de não implicar mais com o gato de estimação do irmão. Por conta disso, começou
a ficar mais próximo dele, eventualmente contando-lhe algumas coisas que
aconteciam, e sempre falando livremente de suas conquistas amorosas (que não
duravam mais que uma semana).
Ao entrar no colegial, já não
escondia de mais ninguém sua orientação sexual, além de peitar qualquer um que
ousasse desrespeita-lo. Superara a fase apática e introspectiva, passando a ser
sociável e até mesmo popular. Com a sua aparência não foi algo difícil de
conseguir. Mesmo assim, continuava a tirar notas suficientes apenas para passar
sem repetir e a entrar em brigas, o que lhe rendia diversos arranhões e
hematomas pelo corpo.
Conversava com muitas pessoas, mas
nunca chegou a ter ninguém realmente próximo. Nem Akky conseguiu descobrir o
porquê. Nunca foi exatamente bom em esportes, mas se dava bem com as artes
marciais, especialmente karatê. Sua boa forma física era mantida por conta dos
treinos, e sua saúde era impressionante, considerando as noites que passava em
claro, seus porres e abuso de drogas.
Costumava treinar sempre com o
mesmo professor, dez anos mais velho e bem mais forte. Em uma aula de
preparação para um campeonato, Ari notou que o professor forçava o contato
físico, e o segurava por tempo demasiado longo. Entendeu logo o que ele queria,
deixando-se levar e acabando por se deitar com ele, ali mesmo, no tatame. Quando acabou, o homem lhe deu
duzentos dólares, dizendo que sempre o pagaria se ele topasse repetir aquilo.
Foi então que o garoto viu como usar sua aparência a seu favor.
Os “clientes” cresceram, atraídos
pelos boatos do que Ari era capaz e pela promessa de sigilo completo, e ele
começava a juntar uma pequena fortuna em seu cofre. O público costumava ser de
caras com mais de trinta anos, que curtiam meninos mais novos e com rostos delicados.
Mas, de vez em quando, algum veterano seu também solicitava os “serviços”, o
que o fez ficar com a alcunha de “boneca” entre eles. Lógico que guardava esse
segredo de todos, menos de Akky. O garoto gostava de o atazanar com suas
histórias sórdidas, pois já desconfiava de que o irmão também era gay, ou no
mínimo bi.
Aos dezessete anos, mais um
cliente foi adicionado à lista. Ao final de uma aula de história, seu professor
o fez ficar na sala, com o pretexto de discutir a nota baixa que ele havia
tirado na última prova. Claro que Ari sabia que não era isso. Como estava
esperando, o homem queria “contrata-lo”. Mas, dessa vez, era diferente. Ele
pagaria mil reais por encontro, para o garoto ser apenas dele. Ari não pôde
recusar.
Ficou nesse “emprego” durante todo
seu último ano de escola, até começar a se cansar dele, que demonstrava sinais
de possessão, além de por vezes ser violento. Quando decidiu terminar com
aquilo, depois de passar a noite no apartamento do professor, viu-o ficar fora
de si. Depois de quebrar muitas coisas, decidiu tentar quebrar a cara do
menino. Mas não contava que Ari fosse tão bom em luta. O garoto conseguiu fugir
do confronto, mas isso lhe rendeu um belo olho roxo.
Aos dezoito, preferiu deixar para
lá a vida de estudante. Começou a trabalhar de garçom em um bar da cidade, além
de continuar com seu negócio secreto vez ou outra. Seu cliente mais recente foi
encontrado nesse bar. Como sempre, mais velho. Ele tinha quarenta anos, embora
extremamente conservado para a idade. Chamava-se Alex Stevenson, e trabalhava
como CEO de uma empresa que havia acabado de chegar na cidade. Fazia exatamente
o tipo de Ari. Cabelos pretos e olhos verdes, bem maior e mais forte que ele.
Saíam sempre que Ari tinha folga
do bar. Nas primeiras semanas, o garoto fazia questão de cobrar, mesmo que Alex
sempre recusasse as investidas sexuais dele. Mas Ari foi se sentindo cada vez
mais atraído pelo homem e por sua personalidade aprazível, e depois de três
meses, quando finalmente conseguiu ir para a cama com ele, não sabia bem se
ainda continuava vendo-o apenas como uma fonte de dinheiro fácil.
Confuso, decidiu ignora-lo por
algumas semanas, não atendendo às suas ligações. Mas não podia fugir dele no
bar. No quarto dia em que Alex apareceu por lá, não conseguiu arranjar uma
desculpa boa o suficiente para evita-lo. Após discutirem e, mais uma vez,
deitarem-se juntos, Ari acabou por decidir que ele poderia ser muito bem uma
fonte de dinheiro e seu companheiro por aquele período. Jurou de pés juntos
para si mesmo que não se deixaria apaixonar – embora soubesse que era tarde
demais.
Família:
Embora Ari tenha seus sentimentos
de criança ainda guardados em seu âmago, hoje em dia consegue gostar de todos
na família, mesmo que não o demonstre em palavras. Tem uma boa convivência com
todos, menos com o irmão mais velho, Sebastian, que sempre tenta lhe dar sermões.
Por esse motivo os dois vivem entrando em atrito.
O amor de sua vida sempre vai ser
a mãe, que é uma deusa a seus olhos. Nutria um ódio eterno pelo pai, que foi
embora e deixou-a na mão, para cuidar de cinco filhos sozinha. Sempre que pode,
senta-se no chão com a cabeça em seu colo, para receber seus carinhos. Por não
achar digno o dinheiro que recebia dos homens com quem se deitava, costumava
pegar trabalhos de meio período depois da escola, para ajuda-la com as despesas
da casa, e como pedido de desculpas por toda a confusão que ele causava.
Tem mania de irritar a todos na
casa, usando do sarcasmo e da ironia quando reclamam de suas condutas. Fora
isso, sempre que algum dos irmãos precisa de ajuda ele está de prontidão,
principalmente quando era o mais novo, Leon.
Akky é o mais próximo dele. Embora
não conte todos os seus segredos para ele, o mais velho sabe de parcelas muito
importantes na vida de Ari, e o garoto tem um carinho muito grande por ele.
Personalidade:
Ágil, esperto, explosivo,
inconsequente, egoísta, imaturo. Essas são as palavras que descrevem tudo o que
Ari externa de seu eu interior. É um garoto que gosta de desafios e que
constantemente não se importa com o perigo. Fica irritado quando não consegue o
que quer, e quando se irrita reage da maneira mais agressiva que conhece.
Com o tempo conseguiu lidar com o
próprio temperamento, dando espaço para treinar seu poder de persuasão, que é
extremamente eficaz, quando aliada à sua aparência enganadoramente inocente. Nem
sempre precisa usar a força para coagir alguém a fazer o que ele quer. Mas
sempre conta com ela quando é necessário. Mente com extrema facilidade, desde
assuntos triviais até seu verdadeiro sentimento.
Não suporta sequer o pensamento de
criar laços amigáveis com alguém que não seja sua própria família, o que o faz
sempre estar mudando de grupos. O abandono do pai criou uma barreira que lhe dá
o medo de se apegar e seu objeto de apego ir embora, como o pai foi. A ideia de
namorar é inaceitável, já que sua liberdade é o mais importante para ele.
Mas mesmo a rosa com mais espinhos
tem sua beleza. Ari é extremamente corajoso, e no fundo quer bem às pessoas.
Não seria capaz de fazer mal gratuitamente a ninguém, a não ser que tenham
mexido com sua família. Tem atitudes egoístas, mas é capaz de se anular por
quem ama.
Também consegue se manter de pé e
firme perante uma situação dificil, já que diz estar vacinado depois do terror
que passou aos seus treze anos. É simpático e carismático (quando sente vontade
de ser), e dá bons conselhos (embora não siga nenhum deles).
·
Família:
Valerie Kitcharm e os cinco irmãos;
·
Cabelos:
Cor preta, fios ondulados com franja caindo na testa e levemente bagunçados;
·
Olhos:
Castanhos e curiosos, misturados com uma certa dose de desafio;
·
Cor
Predileta: Preto, branco, todas... Nunca parou para pensar sobre isso;
·
Comida
Predileta: Qualquer porcaria gordurosa;
·
Comida
Que Odeia: Brócolis;
·
Comida
Que Faz Melhor: Não sabe cozinhar;
·
Flor
Predileta: Tem alergia a flores;
·
Banda
predileta: Skrillex;
·
Hobby:
Treinar karatê, andar de skate, ir à baladas;
·
Habilidade
Especial: Ter os membros flexíveis e o corpo leve o bastante para andar sem
fazer barulho;
·
O
Que Faz Melhor: Mentir, lutar;
·
O
Que Não Sabe Fazer: Ignorar uma injustiça;
·
O
Que Não Gosta: Pessoas lhe dizendo o que fazer, contar o que acontece na sua
vida;
·
O
Que Gosta: Sair à noite sozinho, fumar (cigarros, maconha);
·
Maior
Qualidade: É extremamente corajoso;
·
Maior
Defeito: Ser extremamente teimoso;
·
Pessoa
Que Mais Gosta: Sua mãe, Akky, Alex (sua mãe continua número um);
·
Grande
Amor: ---
·
O
Que Está Querendo Agora: Resolver o que fazer quanto a seus sentimentos sobre
Alex;
·
Poderes:
Precognição




.png)

