por Junior Nonato
Era uma tarde atípica de San Francisco quando Akkarin e Sonea saíram para dar uma volta.
Para os dois amigos, este era um passeio normal, como tantos outros, embora quem os visse andando juntos, certamente estranharia. Tente imaginar uma mulher, alta, ruiva, cabelos armados, usando roupas desleixadas e cantando uma música estranha com um sotaque irlandês! - Sim, era pagode!
Para os dois amigos, este era um passeio normal, como tantos outros, embora quem os visse andando juntos, certamente estranharia. Tente imaginar uma mulher, alta, ruiva, cabelos armados, usando roupas desleixadas e cantando uma música estranha com um sotaque irlandês! - Sim, era pagode!
Sonea por si só já chamava bastante atenção, mas ao lado de Akky, a dupla ficava ainda mais contrastante nas ruas de San Francisco. Era como... Era como se fossem desconhecidos que por coincidência estavam indo na mesma direção. Mas esse não era o caso, eles se conheciam, - e muito - e mesmo com todas as diferenças, também se gostavam demais. Sonea completava Akky de tal forma, que quando ele estava com ela, não se parecia em nada com aquele tipo Akkarin estranho Kithcharm, aquele que não conversava, que lançava olhares inquisidores e que parecia demonstrar um pouco de afeto apenas para seu gato, Rhian. - E isso também era uma quase mentira, já que Akkarin também se abria com seu irmão, Ari, não tanto quanto o fazia com Sonea, mas, para Akky, isso já era o suficiente. E ele desconfiava que Ari sempre soubera mais sobre ele do que ele revelava, então, não fazia tanta diferença assim. (...)
E foi assim, ouvindo Sonea cantar seja lá o que estava cantando, que foram andando por San Francisco até chegar numa rua cheia de lojas de gosto duvidoso. A primeira loja que entraram pertencia a um conhecido de Akky, Sergian. Era uma pequena loja esotérica, cheia de livros e artefatos dos mais diversos tipos, tamanhos, cores e funções. A loja cheirava a incenso de mirra, era abafada e escura, alguns pontos em seu interior brilhavam com a luz das velas nos candelabros dispostos pela saleta.
- Boa tarde, Akky! Sonea!
- E aí, Serg! Derrotando muitos demônios? - Sonea riu, e foi até o balcão ficar conversar com Sergian.
- Sergian, chegou algo novo?
- Não que eu me lembre, Akky, mas sabe como é, você sempre encontra coisas novas se souber procurar!
Se afastando, Akkarin foi até o fundo da sala olhar umas estantes abarrotadas de livros e caixotes. Eram, em sua maioria, livros sobre Wicca, alguns sobre anjos, outros sobre demônios. Akky e Sonea não pertenciam a nenhuma ordem, nem religião, como a Wicca, mas se interessavam pelo assunto. Sempre buscavam conhecer o máximo possível de tudo, desde arte até religião. Um hobbie bem incomum.
- Boa tarde, Akky! Sonea!
- E aí, Serg! Derrotando muitos demônios? - Sonea riu, e foi até o balcão ficar conversar com Sergian.
- Sergian, chegou algo novo?
- Não que eu me lembre, Akky, mas sabe como é, você sempre encontra coisas novas se souber procurar!
Se afastando, Akkarin foi até o fundo da sala olhar umas estantes abarrotadas de livros e caixotes. Eram, em sua maioria, livros sobre Wicca, alguns sobre anjos, outros sobre demônios. Akky e Sonea não pertenciam a nenhuma ordem, nem religião, como a Wicca, mas se interessavam pelo assunto. Sempre buscavam conhecer o máximo possível de tudo, desde arte até religião. Um hobbie bem incomum.
Dando uma olhada em alguns títulos, Akky viu algo brilhando acima de seus olhos. Um pingente no formato de um pentagrama, com pedras de brilhante encrustadas nas pontas. Ele podia jurar que teve a mesma sensação, talvez numa intensidade um pouco menor, que tivera quando encontrara o tal baú. Como sua vida estava de cabeça para baixo ultimamente, pegou o pingente e levou-o até o balcão onde Sonea e Sergian estavam tendo uma conversa animada.
Sergian era bonito, alto, cabelos castanhos, olhos escuros e penetrantes. Continha algumas marcas de expressão no rosto, característica que o deixava ainda mais charmoso. Akky, percebeu, que ele também tinha um sorriso encantador, e se pegou contemplando o rapaz que pouco conhecia. Tratou logo de tirar os pensamentos da mente, e ir pagar o pingente a fim de sair da loja o quanto antes.
- Encontrei esse pingente fora do lugar, quanto custa? - disse.
Sergian pareceu não reconhecer o objeto. - Estranho, não me lembro desse. Bem, se gostou é porque tem um bom motivo! Fique com ele, é um presente meu. - sorriu.
- Me fale o preço, ele me parece bem raro! - Akky insistiu.
- Eu faço questão, fique!
- Tudo bem... é... Obrigado! - Akky estava visivelmente constrangido. Sonea, que estava do seu lado, soltou uma risada nada discreta e muito acusadora. Akky lançou-lhe um olhar frio e se virou para sair da loja.
- Akky! - Sergian chamou apressado. - É... Não sei o porque estou dizendo isso, mas... Sinto que devo fazê-lo.
- Dizer o que, Serg? - perguntou confuso.
- Bem, só tome cuidado! - Sergian estava estranho, nunca tivera uma conversa dessas com Akkarin nem com ninguém.
- Pode deixar, eu terei...
Akky e Sonea saíram da loja em silêncio e se encaminharam para casa.
- Hey... Eu vi as olhadas que ele te deu! - Sonea riu ao dizer as palavras.
- Não começa, pagodeira!
- É verdade! Eu estava usando todo o meu charme enquanto você ficava vidrado nos livros, e ele não tirava os olhos de você! Me senti bem ignorada...
- Sonea... menos...
- Que seja... Então, você não tomou todo aquele Fiuza Merlot da adega, certo? Estou com a garganta seca!
- Sonea, precisamos rever nossa amizade...
Os dois riram. Sonea voltou a cantar se dirigindo até a mansão dos Kithcharm. Aquele seria mais um fim de tarde agradável acompanhado de Fiuza Merlot e as conversas malucas de Sonea. Akky estava, realmente, precisando disso! Mas as palavras de Sergian não saíam de sua cabeça... Era para ele tomar cuidado com o que? Não sabia ao certo, mas, ficaria com os olhos bem abertos de agora em diante...
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