11 de maio de 2015

[RPG] Background - Ari Kithcharm - Charmed Storytelling

Ari é o segundo irmão mais novo da família Kitcharm, com 18 anos atualmente. Desde pequeno, apresentava uma personalidade bagunceira, bem difícil de lidar. Nunca ouvia conselhos, e quando ficava irritado tendia a descontar com chutes e pontapés em quem estivesse por perto. O pai costumava dar-lhe muita atenção, até seu último irmão nascer e ele desaparecer. Quase não se lembra do pai, mas lembra que sentia muita falta dele na infância, além de se sentir jogado de lado pelos outros.
Suas notas na escola nunca foram as melhores, e muito menos seu comportamento. Vira e mexe levava suspensão por entrar em brigas, ou advertências no caderno pelas lições não feitas. Passava de ano aos trancos e barrancos, além de fazer o que queria e quase nunca ouvir o que seus professores lhe diziam. Até seus dez anos, havia sido expulso de três escolas, e por esse motivo não tinha amizades duradouras.
Quando completou 13 anos, apaixonou-se por um de seus colegas. Isso o assustou, pois nunca havia se apaixonado por ninguém antes, e mal sabia da existência da homo afetividade. Embora fosse esperto para muitas coisas, era atrasado nesse tipo de assunto. Ao ficarem sozinhos um dia, no ginásio, depois de uma aula de futebol, Ari foi beijado pelo menino. Mas o que deveria ter sido um episódio feliz, tornou-se o pior pesadelo do garoto. Alguns dos veteranos entraram no exato momento, e desde então sua vida acadêmica tornou-se um inferno.
Coagido pelos outros, o colega mentiu que Ari o havia agarrado, e o rejeitou, dizendo que sentia nojo dele. Ari, então, passou a ser vítima constante de bullying e agressões, o que só fez piorar seu temperamento explosivo e seu afastamento da família. Enquanto passava por essa fase, quase nunca abria a boca para falar, deixou de comer direito e se recusava a ir para a escola, às vezes até sendo violento quando tentavam obriga-lo. Como o garoto sempre tivera esse tipo de comportamento, ninguém deu muita atenção. Sua aparência estava cada vez mais pálida e magra.
Quando já começava a pensar em suicídio, Akky, seu irmão mais velho e parceiro de quarto o pegou apanhando em um beco, e alertou aos outros o que acontecia. Levaram-no ao hospital com urgência, e lá descobriram que ele se encontrava com uma forte anemia. O médico que o atendeu recomendou que o levassem a um psicólogo, pois ele também apresentava sintomas de uma grave depressão. Ari se opôs a isso, pedindo simplesmente que o tirassem daquela escola, o que sua mãe acatou sem pensar duas vezes. Mesmo assim, fê-lo frequentar um psicólogo. As consultas não duraram um mês. O menino reclamou tanto que acabou por conseguir que o tratamento fosse cessado.
Na nova escola, e já com 14 anos, começou a sair com um grupo de alunos, e então conheceu a vida noturna de San Francisco. Claro que isso não podia ser bom. Seu comportamento desregrado deu espaço para a curiosidade, e Ari sempre foi alguém que gostava de desafiar o perigo. Começou a fumar cigarro e consumir bebida alcoólica, logo depois passando para a maconha, chegando até a cocaína, extasy e LSD. Por algum motivo além da sorte, seu organismo era resistente, e o vício não foi um problema para ele.
Acostumou a chegar em casa quando já amanhecia, escalando a tubulação da calha e chegando ao seu quarto, que ficava segundo andar, pela janela, implorando a Akky que guardasse em segredo suas incursões, em troca limpando o aposento inteiro, deixando-o brilhando, além de não implicar mais com o gato de estimação do irmão. Por conta disso, começou a ficar mais próximo dele, eventualmente contando-lhe algumas coisas que aconteciam, e sempre falando livremente de suas conquistas amorosas (que não duravam mais que uma semana).
Ao entrar no colegial, já não escondia de mais ninguém sua orientação sexual, além de peitar qualquer um que ousasse desrespeita-lo. Superara a fase apática e introspectiva, passando a ser sociável e até mesmo popular. Com a sua aparência não foi algo difícil de conseguir. Mesmo assim, continuava a tirar notas suficientes apenas para passar sem repetir e a entrar em brigas, o que lhe rendia diversos arranhões e hematomas pelo corpo.
Conversava com muitas pessoas, mas nunca chegou a ter ninguém realmente próximo. Nem Akky conseguiu descobrir o porquê. Nunca foi exatamente bom em esportes, mas se dava bem com as artes marciais, especialmente karatê. Sua boa forma física era mantida por conta dos treinos, e sua saúde era impressionante, considerando as noites que passava em claro, seus porres e abuso de drogas.
Costumava treinar sempre com o mesmo professor, dez anos mais velho e bem mais forte. Em uma aula de preparação para um campeonato, Ari notou que o professor forçava o contato físico, e o segurava por tempo demasiado longo. Entendeu logo o que ele queria, deixando-se levar e acabando por se deitar com ele, ali mesmo, no tatame. Quando acabou, o homem lhe deu duzentos dólares, dizendo que sempre o pagaria se ele topasse repetir aquilo. Foi então que o garoto viu como usar sua aparência a seu favor.
Os “clientes” cresceram, atraídos pelos boatos do que Ari era capaz e pela promessa de sigilo completo, e ele começava a juntar uma pequena fortuna em seu cofre. O público costumava ser de caras com mais de trinta anos, que curtiam meninos mais novos e com rostos delicados. Mas, de vez em quando, algum veterano seu também solicitava os “serviços”, o que o fez ficar com a alcunha de “boneca” entre eles. Lógico que guardava esse segredo de todos, menos de Akky. O garoto gostava de o atazanar com suas histórias sórdidas, pois já desconfiava de que o irmão também era gay, ou no mínimo bi.
Aos dezessete anos, mais um cliente foi adicionado à lista. Ao final de uma aula de história, seu professor o fez ficar na sala, com o pretexto de discutir a nota baixa que ele havia tirado na última prova. Claro que Ari sabia que não era isso. Como estava esperando, o homem queria “contrata-lo”. Mas, dessa vez, era diferente. Ele pagaria mil reais por encontro, para o garoto ser apenas dele. Ari não pôde recusar.
Ficou nesse “emprego” durante todo seu último ano de escola, até começar a se cansar dele, que demonstrava sinais de possessão, além de por vezes ser violento. Quando decidiu terminar com aquilo, depois de passar a noite no apartamento do professor, viu-o ficar fora de si. Depois de quebrar muitas coisas, decidiu tentar quebrar a cara do menino. Mas não contava que Ari fosse tão bom em luta. O garoto conseguiu fugir do confronto, mas isso lhe rendeu um belo olho roxo.
Aos dezoito, preferiu deixar para lá a vida de estudante. Começou a trabalhar de garçom em um bar da cidade, além de continuar com seu negócio secreto vez ou outra. Seu cliente mais recente foi encontrado nesse bar. Como sempre, mais velho. Ele tinha quarenta anos, embora extremamente conservado para a idade. Chamava-se Alex Stevenson, e trabalhava como CEO de uma empresa que havia acabado de chegar na cidade. Fazia exatamente o tipo de Ari. Cabelos pretos e olhos verdes, bem maior e mais forte que ele.
Saíam sempre que Ari tinha folga do bar. Nas primeiras semanas, o garoto fazia questão de cobrar, mesmo que Alex sempre recusasse as investidas sexuais dele. Mas Ari foi se sentindo cada vez mais atraído pelo homem e por sua personalidade aprazível, e depois de três meses, quando finalmente conseguiu ir para a cama com ele, não sabia bem se ainda continuava vendo-o apenas como uma fonte de dinheiro fácil.
Confuso, decidiu ignora-lo por algumas semanas, não atendendo às suas ligações. Mas não podia fugir dele no bar. No quarto dia em que Alex apareceu por lá, não conseguiu arranjar uma desculpa boa o suficiente para evita-lo. Após discutirem e, mais uma vez, deitarem-se juntos, Ari acabou por decidir que ele poderia ser muito bem uma fonte de dinheiro e seu companheiro por aquele período. Jurou de pés juntos para si mesmo que não se deixaria apaixonar – embora soubesse que era tarde demais.

Família:
Embora Ari tenha seus sentimentos de criança ainda guardados em seu âmago, hoje em dia consegue gostar de todos na família, mesmo que não o demonstre em palavras. Tem uma boa convivência com todos, menos com o irmão mais velho, Sebastian, que sempre tenta lhe dar sermões. Por esse motivo os dois vivem entrando em atrito.
O amor de sua vida sempre vai ser a mãe, que é uma deusa a seus olhos. Nutria um ódio eterno pelo pai, que foi embora e deixou-a na mão, para cuidar de cinco filhos sozinha. Sempre que pode, senta-se no chão com a cabeça em seu colo, para receber seus carinhos. Por não achar digno o dinheiro que recebia dos homens com quem se deitava, costumava pegar trabalhos de meio período depois da escola, para ajuda-la com as despesas da casa, e como pedido de desculpas por toda a confusão que ele causava.
Tem mania de irritar a todos na casa, usando do sarcasmo e da ironia quando reclamam de suas condutas. Fora isso, sempre que algum dos irmãos precisa de ajuda ele está de prontidão, principalmente quando era o mais novo, Leon.
Akky é o mais próximo dele. Embora não conte todos os seus segredos para ele, o mais velho sabe de parcelas muito importantes na vida de Ari, e o garoto tem um carinho muito grande por ele.
Personalidade:
Ágil, esperto, explosivo, inconsequente, egoísta, imaturo. Essas são as palavras que descrevem tudo o que Ari externa de seu eu interior. É um garoto que gosta de desafios e que constantemente não se importa com o perigo. Fica irritado quando não consegue o que quer, e quando se irrita reage da maneira mais agressiva que conhece.
Com o tempo conseguiu lidar com o próprio temperamento, dando espaço para treinar seu poder de persuasão, que é extremamente eficaz, quando aliada à sua aparência enganadoramente inocente. Nem sempre precisa usar a força para coagir alguém a fazer o que ele quer. Mas sempre conta com ela quando é necessário. Mente com extrema facilidade, desde assuntos triviais até seu verdadeiro sentimento.
Não suporta sequer o pensamento de criar laços amigáveis com alguém que não seja sua própria família, o que o faz sempre estar mudando de grupos. O abandono do pai criou uma barreira que lhe dá o medo de se apegar e seu objeto de apego ir embora, como o pai foi. A ideia de namorar é inaceitável, já que sua liberdade é o mais importante para ele.
Mas mesmo a rosa com mais espinhos tem sua beleza. Ari é extremamente corajoso, e no fundo quer bem às pessoas. Não seria capaz de fazer mal gratuitamente a ninguém, a não ser que tenham mexido com sua família. Tem atitudes egoístas, mas é capaz de se anular por quem ama.
Também consegue se manter de pé e firme perante uma situação dificil, já que diz estar vacinado depois do terror que passou aos seus treze anos. É simpático e carismático (quando sente vontade de ser), e dá bons conselhos (embora não siga nenhum deles).


·           Família: Valerie Kitcharm e os cinco irmãos;
·           Cabelos: Cor preta, fios ondulados com franja caindo na testa e levemente bagunçados;
·           Olhos: Castanhos e curiosos, misturados com uma certa dose de desafio;
·           Cor Predileta: Preto, branco, todas... Nunca parou para pensar sobre isso;
·           Comida Predileta: Qualquer porcaria gordurosa;
·           Comida Que Odeia: Brócolis;
·           Comida Que Faz Melhor: Não sabe cozinhar;
·           Flor Predileta: Tem alergia a flores;
·           Banda predileta: Skrillex;
·           Hobby: Treinar karatê, andar de skate, ir à baladas;
·           Habilidade Especial: Ter os membros flexíveis e o corpo leve o bastante para andar sem fazer barulho;
·           O Que Faz Melhor: Mentir, lutar;
·           O Que Não Sabe Fazer: Ignorar uma injustiça;
·           O Que Não Gosta: Pessoas lhe dizendo o que fazer, contar o que acontece na sua vida;
·           O Que Gosta: Sair à noite sozinho, fumar (cigarros, maconha);
·           Maior Qualidade: É extremamente corajoso;
·           Maior Defeito: Ser extremamente teimoso;
·           Pessoa Que Mais Gosta: Sua mãe, Akky, Alex (sua mãe continua número um);
·           Grande Amor: ---
·           O Que Está Querendo Agora: Resolver o que fazer quanto a seus sentimentos sobre Alex;
·           Poderes: Precognição


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