4 de maio de 2015

[World of Warcraft] Resenha: A Ruptura - Christie Golden

A Ruptura, Prelúdio de Cataclismo - Christie Golden - Ed. Galera Record
por Junior Nonato
     Os livros de World of Warcraft são inúmeros, porém, existem - ou existiam até pouco tempo - em sua maioria, apenas exemplares não traduzidos. Há alguns anos, a editora Galera Record, em parceria com a Blizzard Entertainment (a responsável pela franquia World of Warcraft, entre outros jogos, como Starcraft, Diablo, Hearthstone e Heroes of the Storm) começaram com as traduções para o português. O problema é: Os lançamentos e as escolhas dos livros não estão sendo seguidos de acordo com a ordem cronológica da história do WOW, mas isso não impede de começar a ler um livro antes do outro, o que pode vir a acontecer é o leitor ficar um pouco perdido nos acontecimentos, mas nada que o impeça de entender a história e divertir-se com ela.
     A Ruptura não foi o primeiro livro lançado, mas, na ordem cronológica dos livros traduzidos, é o primeiro. Atualmente, a ordem segue a seguinte linha: A Ruptura, Crepúsculo dos Aspectos, Marés da GuerraAlvorada dos Aspectos (a história se passa  após os acontecimentos de Marés da Guerra e antes de Sombras da Horda)Sombras da Horda e Crimes de Guerra.
     
     Os livros trazem uma história mais completa dos acontecimentos dentro do jogo, que nos ajudam a entender alguns pontos principais que se tomaram em World of Warcraft. Geralmente contém informações que não obtemos apenas fazendo as quests e raids, informações essas que são valiosíssimas para que possamos enxergar a lore do jogo de uma forma mais completa. É o tipo de leitura que não dificulta o entendimento para o leitor que não joga World of Warcraft, mas, ao mesmo tempo acaba sendo extremamente rica e preciosa para o jogador!

NOTA: Tentei me controlar o máximo para não contar nenhum spoiler importante!

SINOPSE: 
     Thrall, Chefe Guerreiro da Horda e sensível xamã, notou uma mudança perturbadora no mundo de Azeroth. Os espíritos elementais relacionados à terra, ao ar, à água e ao fogo estão confusos. Há secas, tempestades, enchentes e terremotos afetando todos e desestabilizando ainda mais a paz entre a Aliança e a Horda. Numa época em que o rei Varian Wrynn de Ventobravo planeja uma ação violenta, e os elfos noturnos estão mais hostis aos orcs. Thrall precisa descobrir o que há de errado com os espíritos elementais porque o preocupante comportamento deles parece ser o primeiro sinistro aviso do Cataclismo por vir. - Retirada do site: Submarino.com.br

     O flagelo do Lich King foi derrotado, e a expedição da horda, liderada por Caerne Casco Sangrento, líder dos Taurens do Penhasco do Trovão em Mulgore retorna à Nortúndria para resgatar Garrosh Grito Infernal e seus soldados e levá-los de volta para Orgrimmar, como verdadeiros heróis. Os acontecimentos marcados a seguir tomam proporções gradativas, que se desenvolvem a partir do momento que vamos conhecendo os personagens e suas características.
Depois de travarem uma pequena batalha em Nortúndria contra inimigos inesperados, Caerne e Garrosh retornam para Orgrimmar, na presença de Thrall, o então Chefe Guerreiro da Horda. Thrall tem Caerne como um irmão e uma espécie de padrinho de Garrosh, já que foi grande amigo de seu pai, Grom Grito Infernal - lutou com ele contra o demônio Mannoroth e presenciou a sua morte. Garrosh é impetuoso e foi encorajado por Thrall de que seu pai fora um herói, mesmo depois de tudo o que fizera antes de seu feito heroico e sua morte honrosa, tudo isso levou Garrosh a ser o que é hoje.
     Percebendo a perturbação dos elementos, Thrall decide viajar até Nagrand, em Terralém, - antiga terra dos Orcs - para obter o conhecimento necessário para oferecer sua ajuda aos elementos, e decide deixar Garrosh no comando da Horda e Caerne como seu conselheiro. Caerne não apoia a ideia, mas Thrall acaba seguindo as suas intuições. Já em Nagrand, conhece uma xamã orquisa chamada Aggra, que o ajuda em sua peregrinação e busca por conhecimento.
     Em Kalimdor, um dos continentes de Azeroth, - um dos mundos de Warcraft - os elementos estão cada vez mais perturbados, mas não é só, existem outros fatores que estão atrapalhando o convívio dos Taurens com os Elfos Noturnos, duas raças pacíficas, mas de facções opostas.
A terra treme, está instável, desastres e catástrofes vêm ocorrendo com mais frequência em todos os cantos de Azeroth, não só em Kalimdor.
     Nos Reinos do Leste, o rei de Ventobravo, Varian Wrynn, preocupado com o futuro de seu filho, Anduin Wrynn, o envia para Altaforja, - a capital dos anões - nos cuidados de seu amigo, o rei Magni Barbabronze, para que ele pudesse ajudar o jovem Anduim em seu treinamento como guerreiro. Magni prontamente o acolhe e inicia seus treinamentos com uma jovem guerreira chamada Aerin, que se tornaria uma grande amiga de Anduim.
     Durante sua estada em Altaforja, Anduim fica sabendo dos acontecimentos recentes por Azeroth, de toda a perturbação dos elementos e dos danos que eles estão causando à terra e aos povos e a ameaça constante dos Ferronegro. Mas também acaba fazendo amizades, um de seus novos amigos é o Sumo Sacerdote Rohan, curandeiro de Altaforja e treinador dos sacerdotes aprendizes, ao vê-lo em ação, Anduin sente grande interesse pelo sacerdócio, e percebe que, de fato, não fora feito para a arte guerreira, como seu pai desejava. E isso acaba se tornando uma complicação no íntimo de Anduin, porque, por mais que ele queira agradar o pai, ele e todos a sua volta sabem que ser um guerreiro não faz parte de sua essência.
Ao perceber sua vocação, Magni conversa com Anduim e o aconselha de várias maneiras, inclusive o presenteia com uma Maça que está em sua posse por muitos anos. (O parágrafo a seguir pode conter um spolier - caso você não jogue WoW!)
     Quando uma misteriosa tabuleta chega à Altaforja para ser examinada pelos exploradores, Magni e Anduin acabam descobrindo que aquela seria a chance para eles entrarem em contato com a Terra e tentarem resolver seus problemas e apaziguar os elementos, mas, ao tentar fazê-lo, Magni é transformado em uma estátua de cristal puro.
Sem um governante, Altaforja está indefesa, os Anões tentam entrar em contato com os próximos na linhagem do trono, os irmãos de Magni. - Magni possui uma filha que seria a próxima a possuir o trono de Altaforja, Moira, mas a deserdou quando a mesma fugiu de Altaforja e se casou com líder do clã inimigo, os Ferronegro.
Moira, ao saber das notícias, tomou o trono de Altaforja para si e iniciou uma guerra civil, isolando Altaforja das influências externas, inclusive do rei Varian Wrynn.
     Garrosh acabou reclamando o posto de Chefe Guerreiro da Horda para si, tomando decisões sem acatar os pedidos e os conselhos de Caerne, o clima entre os dois chefes estava perigoso, o que não facilitava nada a promessa de Caerne para Thrall de que manteria Garrosh na linha.
A reação de Garrosh com os conselhos de Caerne apenas confirmaram as dúvidas que Caerne sentira ao saber que Thrall poria Garrosh no comando temporário, ao se juntar à Harmonia Telúrica. Uma falha terrível e, sendo Thrall quem é, deveria saber o que aconteceria.
     A relação entre Caerne e Garrosh fica cada vez mais perigosa a ponto de entrarem num duelo até a morte. Enganado por Magatha Temível Totem, - a taurena inimiga dos Casco Sangrento, mantida no Penhasco do Trovão por Caerne para que ele pudesse vigiá-la de perto - tendo seu machado, Uivo Sangrento, envenenado, acaba matando Caerne durante o duelo.
A guerra civil que as duas facções estão travando, cada uma com motivos diferentes, as estão enfraquecendo, um momento perfeito para um novo inimigo.
O Penhasco do Trovão acaba sofrendo uma investida dos Temível Totem sob o comando de Magatha. Baine, filho de Caerne Casco Sangrento, reclama o posto de Chefe Tauren e luta com seu povo contra os Temível Totem.
     Thrall acaba retornando junto com Aggra após terminar sua peregrinação em busca do conhecimento necessário para tranquilizar os elementos. Ele encontra Azeroth praticamente destruída, mas tem muita coisa para resolver além de apaziguar a terra. Ele precisa encontrar o seu caminho e deixar de lado um fardo para que possa, realmente, ser um xamã completo, e assim, se unir a Terra.
     Durante a leitura, vocês presenciam encontros entre a Grã Senhora Jaina Proudmoore, - uma maga humana que comanda a ilha de Theramore, que fica perto de Orgrimmar, uma posição geográfica um tanto quanto perigosa - e Thrall, Caerne, e, posteriormente, Baine. Jaina acredita no poder da democracia, e é apoiada por Anduim.
     O livro também mostra o desenvolvimento de Anduim como um dos protagonistas, ele vai de um jovem imaturo, para o príncipe que conseguiu evitar que seu pai, o rei de Ventobravo, chegasse no ápice da guerra civil de Altaforja, convencendo-o de que o melhor a ser feito seria unir os clãs enânicos, formando, assim, o Conselho dos Três Martelos.

     A leitura é muito mais aprofundada, com vários acontecimentos marcantes e emocionantes, a ordem dos elementos é restaurada por Thrall, Aggra e a Harmonia Telúrica. Toda Azeroth sofreu e Christie Golden consegue trazer uma boa narrativa, nos transmitindo os sentimentos dos personagens. O que trago a vocês é apenas o meu ponto de vista durante a minha leitura e uma espécia de resenha ficando alguns pontos que me marcaram no decorrer da história. Não se limitem com a resenha, os livros são ricos em detalhes e conseguem prender o leitor do inicio ao fim!
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